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Os Herdeiros

Os Herdeiros

Fundação Calouste Gulbenkian

O César leu recentemente o livro "Um Milionário em Lisboa" de José Rodrigues dos Santos que narra o modo como Kaloust Sarkisian se tornou o homem mais rico do século.

 

"Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantinha em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e torna-se o maior coleccionador do seu tempo.  Mas o destino interveio. O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levaram o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução: Lisboa. 


O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o." (in wook.pt)

 

Após a leitura do livro encontramos as respostas a muitas perguntas relacionadas com a Fundação Calouste Gulbenkian. No entanto, para quem não leu ou não sabe o que é esta fundação, deixamos um breve apanhado do que é esta fundação e de que forma é que tem promovido a cultura portuguesa.

 

Assim sendo, a Fundação Calouste Gulbenkian é uma instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, cujos fins estatutários são a Arte, a Beneficência, a Ciência e a Educação. Criada por disposição testamentária de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Português a 18 de Julho de 1956.


Com mais de 50 anos de existência, a Fundação Calouste Gulbenkian é uma das mais importantes fundações europeias, desenvolvendo uma vasta atividade em Portugal e no estrangeiro através de projetos próprios, ou em parceria com outras entidades, e através da atribuição de subsídios e bolsas. A Fundação tem delegações em Paris e em Londres, cidades onde Calouste Gulbenkian viveu.

 


 

Na sua Sede, em Lisboa, dispõe de um Museu, de um Centro de Arte Moderna e de uma Biblioteca de Arte, mas também de uma Orquestra e de um Coro, que atuam ao longo do ano no âmbito de uma temporada de música internacional. Realiza exposições individuais e coletivas, promove conferências internacionais, colóquios e cursos, e organiza um extenso programa de atividades educativas para crianças e adultos. Distribui subsídios e concede bolsas de estudo para formação em Portugal e no estrangeiro e apoia programas e projetos de natureza científica, educacional e artística. Desenvolve uma intensa atividade editorial, sobretudo através do seu plano de edições de manuais universitários. Promove e estimula projetos de ajuda ao desenvolvimento com os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste. Promove a cultura portuguesa no estrangeiro e desenvolveu igualmente um programa de preservação dos testemunhos da presença portuguesa no mundo. Paralelamente às suas atividades em Portugal e no estrangeiro, de promoção da cultura portuguesa, a Fundação desenvolve um programa de atividades em prol da Diáspora Arménia para a disseminação da sua língua e cultura.

retirado de : http://www.gulbenkian.pt/  

E se....

11h. Polivalente da Escola Secundária D. Afonso Sanches. Janeiro de 2014

Previsão de aguaceiros. Vento Moderado. De Oeste. 

 

E se tivéssemos que escolher um poema, qual seria e porquê?

 

O Hélder escolheria um poema de Florbela Espanca: «Trago no olhar visões extraordinárias, de coisas que abracei de olhos fechados.» justificando que a vida são dois dias, e que por vezes temos de dar um salto de fé, pois só assim se aproveita a nossa curta estadia no mundo.  

 

A Vanessa escolheria um poema de José Gomes Ferreira: «A dor não me pertence. Vive fora de mim, na natureza, livre como a electricidade. Carrega os céus de sombra, entra nas plantas, desfaz as flores... Corre nas veias do ar, atrai nos abismos, curva os pinheiros... E em certos momentos de penumbra iguala-me à paisagem, surge nos meus olhos presa a um pássaro a morrer no céu indiferente. Mas não choro. Não vale a pena! A dor não é humana.»  Este poema transporta-a para uma atmosfera que a inquieta. A dor é humana e é pelo choro que a dor se vai desvanecendo. É fácil reconhecer o cansaço e o sofrimento inalienáveis levando o poeta a negar a dor, dizendo que não lhe pertence. Porém, ao criar, este lírico acabou por transmitir o sentimento de angústia do momento, "a dor que deveras sente".  

 

Já o César remeteria para um poema de Nuno Júdice: «Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor que se despeja no copo da vida, até meio, como se o pudéssemos beber de um trago. No fundo, como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na boca. Pergunto onde está a transparência do vidro, a pureza do líquido inicial, a energia de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta são estes cacos que nos cortam as mãos (...) Volto, então, à primeira hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez, esperando que o tempo encha o copo até cima, para que o possa erguer à luz do teu corpo e veja, através dele, o teu rosto inteiro». Escolheu-o porque, embora conheça as obras deste autor há relativamente pouco tempo, ficou embevecido com os poemas que das suas mãos saiem, e este em particular, devido à abordagem de um cliché - o amor. Que nos afeta a todos. Que nos corrompe e constrói ao mesmo tempo. Aquele que alimenta a sede ou a mata, como se estivesse dentro de um copo.  

Texto da nossa autoria

 

E porque hoje é dia da saudade

Para nós saudade é:

A lembraça da pessoa que se ausentou.

A lembrança que alguém tem porque se viu privado de algo.  

Esse substantivo feminino de pesar que transporta a mágoa da privação.

Esse sentimento que botanicamente falando corresponde às várias espécies de plantas com flores de cores variadas.

A representação latinizada da solidão.

 

A saudade serviu sempre de inspiração a muitos poetas e escritores portugueses que incorporaram através da escrita sentimentos como este.

 

Texto da nossa autoria

 

Eu amo tudo o que foi 

Tudo o que já não é

A dor que já não me dói

A antiga e errônea fé 

O ontem que a dor deixou

O que deixou alegria 

Só porque foi e voou

 E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa

  

Guarda estes versos que escrevi chorando 

Como um alívio a minha saudade

Como um dever do meu amor 

E quando houver em ti um eco de saudade 

Beija estes versos que escrevi chorando.

Machado de Assis 

Facebook dos Escritores

As redes sociais assumem uma importância cada vez mais notória na vida dos cidadãos comuns, quer para puro entretenimento, quer através de relações laborais que assim o exijam. Todavia, são algo recente na medida em que muitos dos nossos escritores não tiveram acesso as estes meios de difusão. Como seriam as suas redes sociais com uma pitada de humor é o que vos mostramos de seguida.

 

 

 

Fonte: Fakebook dos Escritores.  

Língua Portuguesa e Ciência

Consideramos pertinente este texto de Mário Vieira Carvalho escrito para o Jornal Público em 29 de dezembro de 2013 que destaca as línguas europeias como potenciais línguas veiculares de internacionalização, embora na prática o inglês seja o supra-sumo de todas elas:

 

"Publicar em inglês é, sem dúvida, uma das condições da internacionalização da investigação. Contudo, seria um erro reduzir a produção e a circulação de conhecimento científico a uma única língua veicular. Também o latim o foi durante séculos, acabando destronado pelo uso do vernáculo. (…) Além disso, em domínios como os das ciências sociais, artes e humanidades, não se pode fazer tábua rasa do que se publica noutras línguas.

 

O alemão, por exemplo, é uma língua internacional de referência. O mesmo poderia ser dito do francês. Mas também o espanhol e o português são duas das línguas europeias mais globalizadas: pelos numerosos países que as adotam como línguas oficiais, pela sua expansão através comunidades espalhadas pelo mundo, pelos múltiplos departamentos de estudos portugueses e espanhóis em universidades europeias, norte-americanas ou asiáticas. Publicar em português ou em espanhol é publicar em línguas internacionais, que ainda por cima se potenciam mutuamente (pode-se falar duma comunidade científica bilingue no acesso à informação, na produção de conhecimento, em várias dimensões de cooperação e intercâmbio).

 

Neste sentido – e ao contrário do que alguns pretendem – Portugal não é comparável a qualquer dito “pequeno país” europeu, como a Eslovénia ou mesmo a Holanda, cujas publicações científicas têm um diminuto impacte se não forem vertidas em inglês, e cujas universidades procuram alargar a sua oferta de cursos em língua inglesa para atrair estudantes estrangeiros.

 

Na verdade, não falta irradiação internacional ao português e ao espanhol, mormente nos referidos domínios científicos. Essa irradiação de ambas as línguas é inseparável da riqueza multifacetada das culturas de que são expressão e que as torna tão atrativas para estudiosos de todo o mundo. O intercâmbio universitário e científico no espaço lusófono e ibero-americano bem como o número daqueles que aprendem português e/ou espanhol para aí estudar ou investigar tem crescido enormemente.

 

 

Tal como nas universidades francesas ou alemãs, também nas universidades portuguesas e espanholas o ensino e a investigação nas respetivas línguas nacionais não pode ser considerado um obstáculo à internacionalização. Antes pelo contrário: mergulhar numa cultura e comunicar cientificamente na sua língua sempre fez parte dos processos de internacionalização na formação superior, a benefício de todos os interlocutores e do desenvolvimento científico. Tanto mais tratando-se de línguas fortemente globalizadas.

 

Infelizmente, os instrumentos de bibliometria científica não refletem esse diálogo entre comunidades linguísticas, mas sim a hegemonia absoluta da língua inglesa. O modelo das ciências da natureza é generalizado acriticamente a todos os ramos da ciência. Para contrabalançar essa dupla hegemonia, impõe-se a criação urgente de instrumentos bibliométricos alternativos – de preferência, comuns às publicações em línguas portuguesas e espanhola."

 

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/lingua-portuguesa-e-ciencia-1617753 - Jornal Público "Língua Portuguesa e Ciência"

O Contágio

És um corpo espalhado pelo mundo que se alastrou e alastra epidermicamente por entre as linhas que correm incessantemente pelo corpo do ser humano. De fácil transmissão pela via oral, nos relatos mais ou menos evidenciados de indivíduos, seja de forma mais loquaz ou taciturna, tu difundes-te. Antes de seres projetada, és moldada de acordo com a tua génese, adquirindo as mais variadas tonalidades e variações, que ajudadas pela insalivação e pelo vazio bucal, te debandam, disfarçada sobre a forma de um código com sons. Quantos e quantas não gostariam de ser absorvidos pelo teu contágio? Que verdadeiro deleite seria para uns mergulharem na tua Língua. 

Texto da nossa autoria.

Reflexão poética instantânea

A Língua Portuguesa perdeu o dono.

E com ele as palavras que cada vez menos temos.

Isto porque cada vez as usamos menos.

No entanto sabemos que quantas mais palavras conhecemos, mais somos capazes de dizer o que pensamos e o que sentimos.

E assim a língua passa a ser algo mais do que um mero instrumento de comunicação.

E transforma-se numa mina inesgotável de beleza e de valor. 

Texto da nossa autoria.

O veículo da Portuguesa

Somos uns privilegiados.

Vivemos em Vila do Conde, terra de José Régio, homem ilustre das letras e nosso conterrâneo, que apelidou a nossa cidade de terra que se encontra "espraiada entre pinhais, rio e mar..." e é sobre este último que paira um dos ex-líbris de tão formoso, austero e litoresco território: a nau quinhentista.

 

É sobre ela que a reportagem acima inserida incide, relatando com precisa exatidão o quotidiano dos nossos nautas nas suas naus, demonstrando avidamente as condições em que estes se encontravam nas suas viagens transoceânicas, sendo que as mesmas não foram condicionantes nem se mostraram decisivas no processo expansionista - que orgulhosamente - empreendemos.

 

Esta réplica que podemos observar na nossa cidade é uma representação fidedigna de um dos instrumentos principais que estiveram na origem daquilo que somos hoje enquanto portugueses. Sempre que por lá passamos, olhamos para a impetuosa nau com um sentimento de altivez que nos transcende o coração e inspira-nos. 

Texto da nossa autoria.

Aviso ☢

Avisamos todos os leitores deste blogue que a Língua Portuguesa está em perigo: em Goa foi suplantada pelo Inglês, em Timor pelo Indonésio, em Macau está a ser substituído também pelo Inglês. Mais grave ainda, em Angola, cubanos esforçam-se por lhe sobrepor o Espanhol. Nos restantes países africanos de expressão portuguesa a sua utilidade torna-se, por nossa culpa, cada vez menor, convidando a ceder à tentação de a substituir por línguas mais úteis.

Texto da nossa autoria.

Obrigado.

 

As lágrimas começaram a rolar-lhe dos olhos, primeiro hesitantes. Depois, os olhos embaciaram-se numa corrente incessante e dele começaram a emanar lágrimas que numa fácil conversão poderiam ser a humildade intrínseca que ali despia-se para todos. Era Ronaldo. Ali, defronte de todos na entrega mais merecida do que nunca. A bola de Ouro. Por muitos ambicionada. Por muito poucos conquistada.

 

É inevitável falar de Portugal e não falar de Cristiano Ronaldo. Um dos nossos maiores difusores de Língua Portuguesa. Chefe a colocar o nosso país nas bocas do mundo. A colocar a nossa riqueza línguistica quando dá as suas entrevistas nas conferências de imprensa utilizando a Língua Portuguesa como o seu meio de expressão mais exímio. A discursar em Português, de Portugal, que faz questão de ressalvar nos seus emocionantes discursos, uns mais parcos nas palavras do que outros, mas cheios de conteúdo proveniente de quem um dia teve as suas origens nas mais humildes terras ladeadas por mar no coração de Portugal.

 

Hoje Bola de Ouro. Título de Melhor do Mundo. Português. É caso para dizer: Quantas lágrimas por ti choramos, para que fosses nosso, Ronaldo.

Texto da nossa autoria.

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