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Os Herdeiros

Os Herdeiros

Porto é eleito o melhor destino europeu 2014

 
PORTO É O MELHOR DESTINO EUROPEU 2014

É com grande orgulho que vemos o "nosso" Porto ser a primeira cidade a ser considerada, pela segunda vez, Melhor Destino Europeu, tendo acabado de ser eleita pela European Consumers Choice, organização internacional, sediada em Bruxelas e que representa a maior plataforma de turismo da Europa. Já em 2012, segundo o que soubemos, o Porto tinha ganhado este importante prémio, que lhe garante grande visibilidade internacional e nos circuitos turísticos mundiais. Este ano, a cidade concorria com fortíssimos destinos (e que destinos!!!), como Paris, Londres, Barcelona e Budapeste, também nomeados para o prémio. A Câmara Municipal do Porto lançou uma campanha de motivação para o voto, em que o presidente Rui Moreira (eleito nas últimas eleições autárquicas) se empenhou pessoalmente, chegando a aparecer no spot publicitário. A cidade, a comunicação social, os parceiros na área do turismo e outras instituições juntaram-se na tarefa de divulgação e a votação, que decorreu online, acabou por resultar hoje, no anúncio da vitória do Porto. No site da European Best Destination, a imagem do Porto, da sua Ribeira e da Ponte Luís I já é pano de fundo, servindo agora de sala de visitas aos milhões de internautas que visitam o endereço.

 

Após lermos muitas notícias que exploraram esta distinção merecida, recitamos as palavras do responsável do EBD que afirmou que ”O Porto é muito mais que a comida, muito mais que a história, até mais do que as paisagens e o maravilhoso Douro, mais que o mar. O Porto é um destino vibrante, um destino que tem muito mais para oferecer aos viajantes, provavelmente, porque o Porto nunca perdeu, e mantém, a sua identidade, a sua alma, por causa do seu povo, do seu orgulho, da sua energia, do seu entusiasmo.” E nós não poderíamos concordar mais. 

 

 

  
Fonte das imagens e do vídeo: Eurpean Best Destination

Eça é que é Essa

A intemporalidade dos textos é talvez a demonstração mais inteligente da atividade pensante de muitos génios da literatura a que Portugal não ficou indiferente. E uma vez que estamos a passar por um período conturbado da nossa História, é inevitável recordar alguns textos em que o pano de fundo é revestido por uma eclosão de contextos sociopolíticos, que bem se adequam à situação político-financeira dos dias de hoje que cada vez mais descredibiliza as sociedades capitalistas. 

 

Eça de Queirós, através dos seus textos, muitos de cariz assertivo, criticou e expôs a situação económica -  e não só - do país. E da sua coletânea vasta, destacamos o seguinte texto, publicado em 1872, na revista "Farpas" que poderia ter sido escrito por um jornalista do século XXI:

 

"Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem  pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte."

 

Digam lá, se não é tal e qual, aquilo que se passa em Portugal...

Eça é que é Essa!! 

Texto da nossa autoria

Encontro com João Tordo

 

O frente-a-frente com o escritor João Tordo fez-se perante uma turma de 30 alunos que assistiam a uma palestra da «semana de leitura». Não tinha surgido o convite para assistirmos a esta palestra, mas nós próprios, sabendo que se tratava de um escritor cujo nome recentemente ouvíramos falar, autoconvidamo-nos.

 

O autor/escritor abordou uma série de assuntos, desde a criação dos seus livros passando pelo tema indiscutível da atualidade. Criticou acirradamente os «novos escritores», entre os quais Daniel Oliveira e Fátima Lopes, chegando mesmo a apontar duras críticas contra a apresentadora dizendo que existem "pessoas por detrás dela a escrever os seus livros", enquanto mostrava o seu desagrado para com escritores que apelidou em "série, do género Dan Brown e derivados" conferindo-lhe a "sensação de que estão sempre a escrever o mesmo livro, numa linha contínua que não tem altos nem baixos."

 

Aqui nesta fotografia, 2 elementos deste blogue com o escritor João Tordo

 

Apelidou-se de obsessivo, sobretudo "com a medição das obras" o que deixou a plateia com índicios de alguma incredulidade, desfeita segundos após, quando afirmou que gosta "de manter uma média diária de número de palavras". Confessou outras paranóias que passamos a citar: "deixar um parágrafo em aberto para o dia seguinte" ou "procurar não ler autores" de que gosta muito durante as alturas em que se dedica à escrita. 

 

Quando confrontado com os hábitos que têm enquanto se dedica à leitura, o escritor, adotando uma postura descontraída e revirando os olhos num instante, foi perentório "não sou capaz de escrever à mão – não só tenho uma caligrafia ilegível como me cansa imenso o pulso, ao final de um bocado", entre outras mais específicas como por exemplo, quando está a escrever um romance "é também das poucas alturas do ano" em que bebe café e fuma cigarros logo de manhã.

 

Durante toda a palestra, o autor/escritor utilizou uma linguagem um tanto o quanto sarcástica e animada, arrancando gargalhadas e alguns risos escarninhos à plateia que arriscamos dizer se "deliciou" a ouvir as peripécias de João Tordo. Incluindo nós, três intrusos. 

Todas as cartas de amor são ridículas

Imagem retirada da Google 

 Todas as cartas de amor são

Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

 

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

 

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).

 

Heterónimo de Pessoa : Álvaro de Campos

Imagem retirada do Google

Pleonasmite aguda

Muitos autores usaram diversos pleonasmos e redundâncias nos seus textos, muitas expressões que até nos dias de hoje usamos, e para vos provar que a Língua Portuguesa é bastante complexa nesse sentido, eis um texto que tanto gosto nos deu construir.

 

Muitos de nós já “recordamos o passado” ou até já exprimimos a nossa “opinião pessoal”. Já lidamos com o peso da morte de um amigo, familiar ou conhecido em que trocamos “sentidos pêsames” que convalesceram e que avivaram certamente a dor de muitas “viúvas de falecidos”. Baseio-me em “factos reais” para vos contar isto, sem dar muita atenção aos “pequenos detalhes” que podem aparecer. Dou-vos já este  “aviso prévio” “todos sem exceção.” Quem nunca partiu uma laranja em “metades iguais”, e depois “ofereceu gratuitamente” aos amigos? Tenho a “certeza absoluta” que já fizeram isso e olhem que não precisei de “ver com os meus próprios olhos”, aliás “multidões de pessoas” já o fizeram. E a jeito de “acabamento final” neste breve texto, prometo que não vai haver mais “surpresas inesperadas”.  Por fim, aconselhamos a quem ler este breve texto a “viver a vida” com um “sorriso nos lábios” como se tivessem no vosso próprio “habitat natural”. E “já agora” sigam o nosso conselho: não “adiem para depois”  o que podem escrever agora e “encararem sempre de frente” os pleonasmos.

Texto da nossa autoria 

Poesia Fóssil

A ti Português,

 

Seu Espelho da alma de um povo e de uma nação.

Se fosses órgão serias pele: pois é com ela que contacto com os outros.

Misto de Prosa e Poesia fóssil desmembrada.

Aqueles que te usam, tal como uma prostituta, que por momentos esquece-se do que é, e que te escrevem bem, são a demonstração mais pura de patriotismo, que faz muitos cair pelas espadas, mas muitos ainda por causa dessa tua língua.

Texto da nossa autoria

Padre António Vieira

"Conquistar a terra das três partes do mundo a nações estranhas foi empresa que os reis de Portugal conseguiram muito fácil e muito felizmente, mas repartir três palmos de terra em Portugal aos vassalos, com satisfação deles, foi impossível." PAV

 

Amanhã "celebram-se" os 406 anos do nascimento do Padre António Vieira. Não foi só Camões que cultivou de forma exímia a Língua Portuguesa. Padre António Vieira também a dignificou. Há quem diga que até mais do que o próprio Camões. Nós concordamos. É notória a sua prosa, os seus versos, as suas longas e belas cartas,  já para não falar dos seus sermões grandiosos.

 

 

 

Descontentamento

Somos os três estudantes de Línguas e Humanidades e através deste post viemos demostrar o nosso descontentamento com o que se tem vindo a passar na Educação, num momento em que uma crise se abate sobre esta área dos cursos cientifico-humanísticos, refletindo-se consequentemente, numa crise de conhecimento da língua materna, que condiciona a prática da leitura e a compreensão dos textos literários, históricos, filosóficos etc.

Assim, neste sentido, é importante apelar a pequenas reformas urgentes para que se possa melhorar, fortalecer e enriquecer o conhecimento da nossa língua – a língua portuguesa.

Que se incentive a leitura de textos, a prática da expressão oral e escrita, a interpretação e uma maior vontade, sobretudo por parte das classes mais jovens, em valorizarem e conhecerem os textos literários de diferentes épocas e géneros.

Toda esta pobreza vocabular e estas indigências de ideias que nos rodeiam tem a ver com a “desatenção e a indiferença” que atingem, especialmente, as Humanidades e a literatura.

A língua portuguesa é vista ainda como «a mais esplendorosa, perdurável e irradiante criação de Portugal». No entanto, isso não descura algumas responsabilidades que se deveriam assumir no bom domínio do português e na sua defesa e proteção. 

 

São os nossos votos futuros, 

César, Vanessa e Hélder