Obrigado.

As lágrimas começaram a rolar-lhe dos olhos, primeiro hesitantes. Depois, os olhos embaciaram-se numa corrente incessante e dele começaram a emanar lágrimas que numa fácil conversão poderiam ser a humildade intrínseca que ali despia-se para todos. Era Ronaldo. Ali, defronte de todos na entrega mais merecida do que nunca. A bola de Ouro. Por muitos ambicionada. Por muito poucos conquistada.
É inevitável falar de Portugal e não falar de Cristiano Ronaldo. Um dos nossos maiores difusores de Língua Portuguesa. Chefe a colocar o nosso país nas bocas do mundo. A colocar a nossa riqueza línguistica quando dá as suas entrevistas nas conferências de imprensa utilizando a Língua Portuguesa como o seu meio de expressão mais exímio. A discursar em Português, de Portugal, que faz questão de ressalvar nos seus emocionantes discursos, uns mais parcos nas palavras do que outros, mas cheios de conteúdo proveniente de quem um dia teve as suas origens nas mais humildes terras ladeadas por mar no coração de Portugal.
Hoje Bola de Ouro. Título de Melhor do Mundo. Português. É caso para dizer: Quantas lágrimas por ti choramos, para que fosses nosso, Ronaldo.
Texto da nossa autoria.